Ora bolas, o mundo é uma bola e bolas também são cristais-cotias-pessoas-olhos-comidas-gotas-partÃculas-paisagens...
quarta-feira, 2 de julho de 2025
Um vulcão 🌋 ora sereno, ora flamejante
Eu gostava, desgostava, me amarrava em mim quando tinha mais garra e menos depressão.
Quando procurava e achava o que pensava que queria.
Naquelas circunstâncias, as minhas motivações me direcionavam para lugares de conforto e estabilidade.
Tinha apoio, pilares, presenças, acolhimento, torcida, retorcida, burburinhos, casa cheia, torta, imperfeita, mais que perfeita, famÃlia.
Queria voar e voava.
Pensava em pousar e pousava.
Se era hora de descansar, descansava.
De uns tempos pra cá, tenho tido desconforto, exaustão, realmente sinto que estou no presente e que tal quadro e cenário não estão de acordo com o que eu pintava.
Viver só, morar só, se virar só, sem uma referência ou parâmetro, sem cuidados, querendo cuidar, sem conversar, querendo conversar, dá uma sensação de falta de radar, de assombro, de desânimo...
Aà vem a ansiedade, a insônia, o pânico.
Casar à moda antiga nunca esteve nos meus planos, porém morar e ser só no meio de tanta gente que não é só, dentro de um complexo ou numa comunidade, numa casa, numa vida, num condomÃnio onde a maior parte, se não o todo, vive familiarizada, juntada, reunida, bem ou mal organizada, preparada ou despreparada para encarar o dia a dia; este conglomerado me faz crer no tanto que sou diferente e que, por permanecer desigual, me ponho num lugar de existência muito estranho.
A minha realidade mudou de maneira tão brusca que ainda não me adaptei e quando nunca quis viver isto, tive que encarar e não olhar para trás.
Aconteceu.
Fui obrigada e forçada a tomar as rédeas da situação sem um sorriso, abraço, amparo, e sim na pressa, no susto, no abandono, no tombo, no sufoco e em meio ao choro e à decepção.
Escrevo aqui, não por reclamação ou para chamar a atenção.
O que faço é um exercÃcio de reflexão sobre minhas memórias, sobre meu presente e o que farei daqui em diante para aliviar todo esse desconforto emocional, essa culpa e essa cobrança por ter escolhido um caminho onde a tempestade parece ter se apaixonado por mim.
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